O Instituto Tomie Ohtake, em parceria com o Museu Nacional d’Art de Catalunya e a Fundação Abertis, realiza no Brasil a primeira mostra individual do consagrado artista Julio González.

Com 70 peças em exposição, a curadoria de Elena Llorens reúne obras como esculturas, desenhos, pinturas, fotografias e documentos. A coletânea passa pelos principais momentos da carreira e as mais diversas fases criativas de González, reconhecido hoje como o pai da escultura moderna em ferro.

O espanhol Julio González (1876-1942) foi um dos maiores representantes da escultura na Europa, dedicando sua carreira principalmente à escultura de ferro no período da primeira metade do século 20. Sua trajetória teve início na oficina de serralheria artística de seu pai, em Barcelona, onde começou sua produção.

Com a carreira concebida na década 1930, já aos 50 anos de idade, González realiza trabalhos ao lado de Pablo Picasso, como a produção de um monumento em homenagem a Guillaume Apollinaire, morto na Primeira Guerra Mundial.

O Instituto Tomie Ohtake, fundado em 2001, recebe exposições de arte contemporânea. Em seu característico prédio futurista de cores vermelho e roxo, as obras dividem-se em sete salas distribuídas em dois pisos do edifício. O espaço ainda conta com o restaurante Santinho, a livraria Gaudí e a loja de objetos IT, além de salas educativas, ateliês, teatro, cinema e serviços.

Artista que dá nome à fundação, Tomie Ohtake foi uma artista japonesa naturalizada brasileira produziu pinturas, gravuras e esculturas, como o monumento “80 Anos da Imigração Japonesa” localizado na Avenida 23 de Maio.

Horário de funcionamento: Terça a domingo das 11h às 20h. Até 4/8.