O Instituto Tomie Ohtake aborda a obra do pintor paranaense Miguel Bakun (1909-1963) por um viés diferente: além de evidenciar a contribuição de Bakun para o panorama da pintura brasileira, mostra a influência que ele exerceu sobre artistas que vieram depois dele.

Dividida em três seções, a exposição tem curadoria de Paulo Miyada e Luise Malmaceda. Um dos núcleos mostra Bakun como um dos artistas inseridos no modernismo, ao lado de Alfredo Volpi e Iberê Camargo, entre outros. As pinturas de Bakun evidenciam a paisagem subtropical brasileira – o artista era influenciado pelo entorno rural de Curitiba nos anos 1940.

As outras seções expõem obras que destrincham a paisagem do Sul do Brasil, em especial do Paraná, com obras de Alfredo Andersen (1869 – 1935), Bruno Lechowski (1887– 1941), Caio Reisewitz e Marcelo Moscheta. O terceiro e último núcleo tem artistas contemporâneos, como Marina Camargo e Lucas Arruda, que, assim como Bakun, têm a paisagem como centro de seu trabalho.

Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 11h às 20h. Até 30/6.